domingo, 17 de outubro de 2010

Presentes y eclipsadas

Num esforço de impulsionar a participação e o reconhecimento das mulheres nos distintos campos da ciência e da tecnologia e promover a pesquisa sob a perspectiva de gênero no âmbito iberoamericano, ocorreu o I Congresso Iberoamericano de Ciência, Tecnologia e Gênero, em Madrid, em 1996.

Eu & Shirley Malcolm
 Entre 5 a 9 de abril de  2010, este congresso, ocorreu pela primeira vez no Brasil, em sua oitava edição, em Curitiba, mobilizando mais de 200 pesquisadoras e pesquisadores provenientes do Brasil, Portugal, Espanha, Argentina, Cuba, Venezuela, México, Colômbia, Estados Unidos, entre outros países iberoamericano.


O discurso inaugural “Presentes y eclipsadas” do citado congresso serviu de base para a discussão sobre a participação da mulher nas diferentes esferas sociais, especialmente, nas políticas públicas visando o reconhecimento feminino e sua maior inserção nas áreas da C&T nos países iberoamericanos.

A presença feminina ainda é incipiente nos espaços formais de decisão. Ocupar esses espaços é indispensável para mudar as estruturas condicionantes, possibilitando relações sociais entre mulheres e homens pautadas em maior equidade.

Obras Raras e Coleções Especiais


Estampa nº 16, v.1 de Entomology, 1840.
               Acervo: Biblioteca e Ciências Biomédicas – Fiocruz.

Nos dias 6 e 7 de outubro, participei do Fórum Permanente de Arte e Cultura “Obras Raras e Coleções Especiais”, no Centro de Convenções da Unicamp, em Campinas.

O evento teve como objetivo discutir questões relacionadas aos critérios para reunir, preservar e dispor o acesso às coleções e arquivos documentais de documentos considerados raros e especiais.


Fórum contou com cerca de 600 profissionais envolvidos na área de gestão de documentos e livros raros: arquivistas, bibliotecários, restauradores, educadores, pesquisadores, bibliófilos.

No dia 6 de outubro, abertura Oficial do Evento com a presença das seguintes autoridades: Prof. Dr. Fernando Ferreira Costa, reitor da Unicamp, Prof. Dr. Edgard Salvador De Decca, coordenador geral da Unicamp e o Prof. Dr. Alcir Pécora, diretor do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), Unicamp, que apresentaram o projeto de construção do prédio próprio para o acervo de obras raras com uma proposta pioneira de integração entre os arquivos documentais e o acervo de obras raras da universidade. Conforme De Decca: “O fórum é quase como a pedra fundamental da nossa Biblioteca de Obras Raras e Coleções Especiais, a Bora, um projeto que tem a ambição de constituir um novo paradigma na área de preservação de arquivos e bibliotecas. Trata-se da integração de competências – arquivistas, técnicos, bibliófilos e docentes tanto de humanas como de exatas – para constituir um grupo que pense a gestão ampla de todo o acervo”. O projeto da Biblioteca de Obras Raras e Coleções Especiais (Bora) da Unicamp conta com apoio financeiro da Finep com a liberação de R$ 8,3 milhões para a construção do prédio.

A palestra de abertura foi concedida por Thomas Cohen, diretor da Biblioteca Oliveira Lima, Universidade Católica de Washington, Estados Unidos, a mais importante biblioteca de brasilianas fora do país, possui um acervo de 58 mil livros além de correspondência trocada com intelectuais, mais de seiscentos quadros e incontáveis álbuns de recortes com notícias de jornais.

As palestras seguintes foram concedidas por Ana Virginia Pinheiro, bibliotecária, chefe da Divisão de Obras Raras da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), explanou sobre a Política de Coleção de Livros Raros adotada pela FBN; Beatriz Haspo, conservadora chefe da Divisão de Coleções, Acesso, Empréstimo e Gerenciamento da Library of Congress, Estados Unidos, apresentou a política de proteção ao acervo (segurança física, preservação, controle bibliográfico, controle de inventário e digitalização) adotada na Library of Congress que possui um acervo em torno de 150 milhões de itens, e o Prof. Dr. Pedro Puntoni, diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP e coordenador adjunto (técnico) do Projeto Brasiliana USP, que falou sobre o Projeto Brasiliana USP. Conforme Puntoni: “A doação da Biblioteca Mindlin foi à base do projeto, que prevê um moderno edifício para abrigar a coleção, e outro para laboratórios de digitalização e centro de restauro”. O projeto conta com auxílio da Fapesp para a digitalização, iniciando com o acervo de Mindlin (cerca de 17 mil títulos com 40 mil volumes).

No dia 7 de outubro, a palestra foi iniciada pelos depoimentos dos bibliófilos Pedro Corrêa do Lago, ex-presidente da FBN, e Ruy Souza e Silva que contaram um pouco sobre suas experiências de grandes colecionadores de obras raras e especiais.

As seguintes palestras foram concedidas por Maria Luisa Soares, conservadora e restaurada da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), explanou sobre os conceitos desenvolvidos pelo Núcleo de Conservação e Restauro da FCRB e apresentou um panorama das políticas de conservação integrada, e Ingrid Beck, consultora para preservação de acervos, falou sobre as medidas e ações que visam à salvaguarda do patrimônio tangível e compreende a conservação preventiva, curativa e de preservação.

Infelizmente, devido ao horário agendado para retorno ao Rio de Janeiro, não pude assistir a última palestrante, a Profª Ana Maria de Almeida Camargo, do departamento de História da USP com o tema “Acervos Documentais: a integridade dos conjuntos” que seria de grande interesse a explanação sobre o princípio de indivisibilidade ou integridade de conjuntos documentais (bibliográficos ou arquivísticos) enquanto informação.

Programa Pró-Equidade de Gênero

O Programa Pró-Equidade de Gênero é uma iniciativa do Governo Federal, implementado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), que visa alcançar a igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres nas organizações públicas e privadas por meio do desenvolvimento de novas concepções na gestão de pessoas e na cultura organizacional.


O Comitê Pró-Equidade de Gênero da Fiocruz, criado pela Portaria da Presidência nº 134 de 8 de maio de 2009, é vinculado à Vice-Presidência de Gestão e Desenvolvimento Institucional e assessora a presidência na implantação e acompanhamento do Programa Pró-Equidade de Gênero na instituição. Composto por representantes de todas as unidades da Fiocruz, o Comitê atua na promoção e a adoção de práticas de equidade de gênero de forma sistemática, como um instrumento de gestão.

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia movimenta o Rio, da Zona Sul à Zona Oeste

A criatividade que fomenta a inovação tecnológica e o desenvolvimento da ciência estará ao alcance de toda a população durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que ocorrerá de 18 a 24 de outubro em todo o país. Com o tema Ciência para o desenvolvimento sustentável, o evento chama atenção para a importância da preservação da biodiversidade e do meio ambiente. No Rio de Janeiro, quase 200 atividades – todas gratuitas – vão mostrar ao público que a ciência pode ser bem divertida e ensinar pessoas de todas as idades a incluir ações sustentáveis em seu dia a dia. A programação está distribuída por toda a cidade, em quatro polos temáticos: a Tenda da Inovação, na Cinelândia, e os espaços Ciência para Crianças, no Aterro do Flamengo, Ciência Sustentável, no Jardim Botânico, e Ciência em Campo Grande, no Centro Esportivo Miécimo da Silva. Instituições como a Fiocruz, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e muitos outros centros de pesquisa estarão de portas abertas para mostrar como se faz ciência no Brasil.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Mulheres na ciência

          As mulheres contribuíram para a ciência desde os primeiros dias, mas não foram reconhecidas. Historiadores interessados em estudos sobre gênero e ciência trouxeram à luz as contribuições femininas, as barreiras enfrentadas e as estratégias implementadas para conseguir a aceitação do trabalho científico.
         O envolvimento de mulheres no campo da medicina foi registrado em diversas civilizações antigas. Uma egípcia, Merit Ptah (2.700 a.C.), definida numa inscrição como "médica chefe", é o mais antigo registro de de uma mulher na história da ciência. Agamede foi citada por Homero como uma curadora na Grécia Antiga antes da Guerra de Tróia. Agnodice foi a primeira mulher médica a exercer a profissão de maneira reconhecida pela lei na Atenas do século IV a.C.
          O estudo da filosofia natural na Grécia Antiga era aberto às mulheres. Exemplos como os de Aglaonice, que previa eclipses; e Theano, matemática e física, pupila e possivelmente também mulher de Pitágoras, da escola de Crotona, na qual estudavam muitas outras mulheres.
         Existem muitos registros de mulheres que contriburiam para a proto-ciência da alquimia em Alexandria por volta do primeiro ou segundo século a.C., onde a tradição gnóstica valoriza as mulheres. A mais conhecida, Maria, a Judia, foi a inventora de equipamentos para a química, como o banho-maria (de onde o nome Maria, em homenagem) e um tipo de alambique ou aparelho de destilação simples.
         Hipátia de Alexandria (370-415) era filha de Theon, acadêmico e diretor da Biblioteca de Alexandria. Ela escreveu textos sobre geometria, álgebra, astronomia, e credita-se a ela a invenção do hidrômetro, de um astrolábio e um instrumento para destilar água.
         A educação universitária era disponível para algumas mulheres na Idade Média européia. A física Trotula supostamente ocupou uma cadeira na Escola de Salerno no século XI, aonde ministrou aulas a mulheres da nobreza italiana, um seleto grupo por vezes referido como "as senhoras de Salerno". Inúmeros textos que se referem à medicina feminina, em obstetrícia e ginecologia, entre outros tópicos, também são a ela creditados. A Universidade de Bolonha permitia às mulheres assitir aulas desde o começo em 1088; Dorotea Bucca ocupou uma cadeira em medicina no século XV. De uma maneira geral, eram excluidas das universidades.
        Conventos medievais foram outro ambiente de educação para mulheres, e algumas dessas comunidades ofereciam oportunidades para que as mulheres contribuissem para a pesquisa acadêmica. Um exemplo foi a alemã Hildegard de Bingen, cujos inúmeros e prolificos escritos abrangiam os mais variados assuntos científicos, como medicina, botânica e história natural .

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mulheres_na_ci%C3%AAncia

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Catálogo de Teses

Teses defendidas na Fundação Oswaldo Cruz a partir de 1980. Centenas de teses estão disponíveis em texto completo.

A BVS Fiocruz

O desenvolvimento da Biblioteca Virtual Fiocruz vem reafirmar a importância da informação científica e tecnológica em saúde demonstrada pela Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ, a partir de um contexto histórico no que concerne a organização e estruturação institucional.

Esse modelo de política institucional se reflete na criação da Coordenação de Bibliotecas Virtuais em Saúde, investindo no projeto internacional de Bibliotecas Virtuais em Saúde como parte da iniciativa de integrar todas as Bibliotecas Virtuais em Saúde - BVS em uma rede colaborativa.